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Perdão: segredo para a saúde física e espiritual

A Ciência e a Doutrina reafirmam, esclarecem e alertam: o perdão efetivamente liberta, aumentando a resistência física e soltando amarras da alma.

Na verdadeira ‘arte’ que é o viver, um dos mais preciosos ‘dons’ é a capacidade de perdoar. O perdão é realmente uma das chaves que abrem as portas de uma vida mais feliz e mais saudável. É o que nos afirmam, inclusive, estudos científicos. Pesquisas médico-científicas mostram que o perdão vem acompanhado da diminuição da raiva, da depressão, da ansiedade e de outros sentimentos relacionados a ele.


Vemos daí que as pessoas que perdoam, que possuem esse talento, que se esforçam nesse sentido, desencadeiam em seu organismo ondas de positividade, equilíbrio e saúde.


As lições que vêm das crianças…

Crianças nos trazem boas informações nesse quesito. “O perdão parece mais fácil para as crianças. Uma criança de cinco anos pode brigar com um amigo que pegou um de seus brinquedos e, cinco minutos depois, perdoá-lo e começar a brincar novamente. Porém, quando os adultos brigam, podem ficar anos e anos sem se falarem”, afirma Gerald G. Jampolsky, psiquiatra de crianças e adultos, na excelente obra Perdão, a Cura para Todos os Males.


Junto a essa constatação, vem a explicação: crescemos, nos tornamos adultos e, com o crescimento, nosso ego torna-se maior, mais inflado. Ficamos mais propensos a julgar os outros. Quanto mais julgamos, mais imperdoáveis ficamos e mais forte fica nosso ego.


Uma situação paradoxal aí se apresenta, ou seja, nosso ego vai se tornando, com nosso ‘amadurecimento’, mais inflado, porém, nossa paz mental vai ficando mais combalida, enfraquecida. Com nossa mente perturbada, nosso corpo colhe os reflexos. Daí doenças, desequilíbrios.


Compreensão e tolerância, os melhores caminhos

Geraldo Jampolsky nos alerta ainda acerca de uma questão que muitas vezes, quase sempre, não nos apercebemos. Quando não conseguimos perdoar, vivemos alimentando sentimentos como mágoas, rancores, aí damos à pessoa um ‘poder’ sobre nós. “Ironicamente, ao recusar seu perdão a alguém, você, na verdade, dá a essa pessoa um poder considerável sobre seu bem-estar, mental e físico”, nos lembra o especialista. A análise faz muito sentido: não perdoamos alguém, aí alimentamos sentimentos negativos, somos condicionados ao desequilíbrio e nosso corpo até adoece.


O psiquiatra destaca ainda que perdoar não significa aceitar. Ele nos diz que não precisamos nos convencer de que está tudo bem, por exemplo, em nosso colega roubar nossa ideia; é normal até não dividir com ele novas ideias. O importante é tentarmos entender, tolerar, compreender limites dos outros e os nossos também, conceber que, incondicionalmente, todos temos nossos defeitos.


Reforma íntima, uma ‘assepsia’ vital

Vale lembrar que a Doutrina Espírita, regularmente e com veemência, destaca-nos a importância do ato de perdoar. Sem dúvida perdoar é vital. Os sentimentos negativos, a mágoa, os ressentimentos, a raiva, o ódio, estes sentimentos produzem ‘marcações’ terríveis em nosso perispírito, que é uma espécie de intermediário entre o Espírito e o Corpo Físico. ‘Marcações’ essas que, sem a ‘assepsia’ da reforma íntima e a realização de tarefas como o perdão, propiciarão, sim, o aparecimento de doenças em nosso corpo físico. As mágoas, o ódio e os ressentimentos efetivamente envenenam a alma.


Perdoar é, e será em todos os tempos, um preciosíssimo remédio a nos curar de muitos males atuais e a nos poupar de muitos malefícios futuros.


Quantos irmãos, com certeza, hoje na Pátria Espiritual, que se arrependem enormemente de não terem perdoado em vida… Se pudessem voltar no tempo… Se pudessem fazer diferente… Mas o Pai é de infinito amor e há de conceder-lhes novas oportunidades, um novo tempo.


Aproveitemos o agora e tudo o que temos! “Perdão é simplesmente seguir em frente”, definiu, certa vez, um notável palestrante espírita. Sem mágoas, sem rancores. Levando apenas a bagagem do aprendizado, da experiência de vida, do amadurecimento; sem nenhum sentimento corrosivo à alma.


Saber perdoar é realmente um talento, uma verdadeira arte. Sem dúvida alguma representa uma das senhas para chegarmos ao equilíbrio e à boa saúde; física, energética, mental e espiritual. O perdão liberta!


Por Felipe Jannuzzi

Da Redação / Revista do Espiritismo