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Mediunidade e autoestima

A mediunidade, para o seu bom desempenho, requer do seu portador a autoestima, aliada a autoaceitação (amor próprio) e a autoconfiança, em estado de equilíbrio. Essa é a chave para o exercício da mediunidade dentro dos padrões crísticos. Qualquer uma delas, quando em desequilíbrio, resulta em trabalho mediúnico insatisfatório e, muitas das vezes, prejudicial ao médium e a quem por ele é assistido.


A autoestima, quando em excesso, é um desequilíbrio que leva a crenças, emoções e comportamentos inadequados, como a admiração exagerada por si mesmo (narcisismo), o desprezo pelo convívio com os mais humildes (esnobismo), o desejo de que o mundo se volte somente para si ou para tudo que lhe diz respeito (egocentrismo), a busca do prazer a qualquer preço (hedonismo) e outras conotações de caráter estritamente individualista.


Como aceitar a existência destas manifestações em um médium que deve ser um missionário na prática da caridade para com o próximo? O médium delas possuidor torna-se vaidoso, não aceitando conselhos ou críticas dos orientadores ou guias espirituais, sendo um campo propício para mistificadores e obsessores.


Por sua vez, a autoestima, quando em baixa, encontrada em pessoas que se sentem inadequadas para enfrentar os desafios da vida, incapazes de acreditar no seu potencial e na sua capacidade para dar resposta às questões existenciais, pode conduzir o seu portador a estados emocionais patológicos, como ansiedade em exagero, depressão e síndrome do pânico, bem como ocasionar repercussões orgânicas traduzidas por hipertensão arterial, gastrite, bronquite, artrite, anorexia nervosa etc. A autoestima em baixa é, na grande maioria das vezes, resultado do estresse, ou seja, da dificuldade em se lidar com fatos que nos colocam sob pressão. Dessa maneira, há diminuição da energia da mente e do corpo, gerando, como conseqüência, os distúrbios emocionais e orgânicos acima citados.


O médium que se encontra nesta situação, de baixa autoestima, também torna insatisfatório seu trabalho mediúnico, além de ficar igualmente propenso a obsessões e mistificações.

Em sua mente, surgirão dúvidas como: Se não confio em mim, em minhas idéias, nos meus sentimentos, como vou confiar no processo mediúnico que se manifesta por idéias e sensações? Se não sei lidar com o meu pensamento ou com o meu sentimento, como vou lidar com os pensamentos e sentimentos alheios (de encarnados e de desencarnados)? Como posso estimular no próximo a autoestima, um dos principais objetivos da assistência mediúnica, se não tenho amor por mim mesmo?


Por fim, devemos entender que a manutenção de uma autoestima saudável, em equilíbrio, é altamente necessária a toda pessoa, independente de ser médium ou não. Como conseqüência disso, somos capazes de aumentar a nossa satisfação pessoal, elevar a autoconfiança, manter uma convivência harmônica com o nosso próximo e de carrearmos para junto de nós uma energia positiva que, pela lei da afinidade, nos é trazida pelos bons Espíritos.


Por: Serviço de Orientação Mediúnica (SOM) do Lar de Frei Luiz